Saussure mudou o mundo ao conceituar a paridade biunívoca do significado e do significante, que chamou em seu Curso de Linguística Geral, signo linguístico. Seguindo seus passos, Roman Jakobson estabeleceu uma fórmula para pensarmos o conceito de metonímia que, por sua vez, foi retomado por Jacques Lacan para enfatizar, entre outras coisas, que o simbólico é, antes de mais nada, um eterno continuum. Dentro dessas perspectivas e com o auxílio desses três pensadores procuramos, neste pequeno artigo, articular certas idiossincrasias da obra de James Joyce, Ulisses, a maior delas sendo, em definitivo, um riverrun que não cessa de se inscrever.