evolução funcional de pacientes graves submetidos a um protocolo de reabilitação precoce

evolução funcional de pacientes graves submetidos a um protocolo de reabilitação precoce

;Fernanda Murata Murakami;Wellington Pereira Yamaguti;Mirian Akemi Onoue;Juliana Mesti Mendes;Renata Santos Pedrosa;Ana Lígia Vasconcellos Maida;Cláudia Seiko Kondo;Isabel Chateaubriand Diniz de Salles;Christina May Moran de Brito;Miguel Koite Rodrigues
Database : the journal of biological databases and curation 2015 Vol. 27 pp. 161-169
119
murakami2015revistaevoluo

Abstract

RESUMO Objetivo: Avaliar a evolução funcional dos pacientes submetidos a um protocolo de reabilitação precoce do paciente grave da admissão até a alta da unidade de terapia intensiva. Métodos: Foi conduzido um estudo transversal retrospectivo, incluindo 463 pacientes adultos com diagnóstico clínico e/ou cirúrgico, submetidos a um protocolo de reabilitação precoce. A força muscular global foi avaliada na admissão da unidade de terapia intensiva por meio da escala Medical Research Council. De acordo com a pontuação da Medical Research Council os pacientes foram alocados em um dos quatro planos de intervenção, de acordo com a adequação ou não desses parâmetros, com a escala crescente do plano significando melhor status funcional. Os pacientes não colaborativos foram alocados nos planos de intervenção, conforme seu status funcional. A força muscular global e/ou o status funcional foram reavaliados na alta da unidade de terapia. Por meio do comparativo entre o plano de Intervenção na admissão (Planoinicial) e na alta (Planofinal). Os pacientes foram categorizados em três grupos, de acordo com a melhora ou não do status funcional: respondedores 1 (Planofinal > Planoinicial), respondedores 2 (Planofinal = Planoinicial) e não respondedores (Planofinal < Planoinicial). Resultados: Dos 463 pacientes submetidos ao protocolo, 432 (93,3%) pacientes responderam positivamente à estratégia de intervenção, apresentando manutenção e/ou melhora do status funcional inicial. Os pacientes clínicos classificados como não respondedores apresentaram idade superior (74,3 ± 15,1 anos; p = 0,03) e maior tempo de internação na unidade de terapia intensiva (11,6 ± 14,2 dias; p = 0,047) e no hospital (34,5 ± 34,1 dias; p = 0,002). Conclusão: A manutenção e/ou melhora do status funcional admissional esteve associada com menor tempo de internação na unidade de terapia intensiva e hospitalar. Os resultados sugerem que o tipo de diagnóstico, clínico ou cirúrgico, não é definidor da resposta positiva ao protocolo de reabilitação precoce.

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