O objetivo deste artigo é identificar os elementos que fazem da imagem fotográfica um espaço narrativo que maneja os códigos culturais que compreendem seu repertório a fim de compor modos interacionais que definem a experiência de ver o sofrimento. Partimos da observação de que o corpo sofredor trazido pela fotografia jornalística, nestes exemplares aqui analisados, implica menos em explorar formas de submissão do olhar à compaixão e mais buscar seus indícios de resistência, de subjetivação e revelações que possam evidenciar como os fotografados encontram maneiras de dificultar o legendamento de seus rostos e corpos criando dissonâncias e dissensos entre seu “aparecer” e o registro narrativo (visual e verbal) de sua exposição.