Este artigo pretende discutir a recepção do texto literário, descrevendo situações que induzem os jovens leitores a darem respostas criativas em interações dialógicas. Este levantamento refere-se a duas novelas juvenis, de autoria da brasileira Lygia Bojunga Nunes: Paisagem e Fazendo Ana Paz. As ficções de Lygia Bojunga, valendo-se de uma linguagem de múltiplas significações, frequentemente exigem um leitor especial, capaz de preencher as lacunas do texto e, mesmo, reconhecer-se na trama. Decidimos ouvir esse leitor, deixando-o falar de sua vida e de seus objetivos, verificando como a leitura dessas novelas influenciou seu modo de pensar e de agir.