Abstract
Propomos um novo olhar sobre a preposição “para” com base em exemplos extraídos de um corpus composto por jornais do estado de São Paulo. Fundamentando-nos na Teoria das Operações Predicativas e Enunciativas (TOPE) e na abordagem do fenômeno referencial, temos como objetivo central analisar as funções de “para” em diferentes contextos e as implicações de seu uso, buscando contribuir para a elaboração de uma gramática enunciativa da língua portuguesa. Constatamos que a definição de “para” remete a um mecanismo abstrato que, de um lado, delimita o seu contexto de inserção ao fornecer as condições para que a preposição possa ser verificada em discurso, e, de outro, é por esse discurso configurado. A análise resulta em reflexões importantes para a semântica preposicional, já que auxilia a compreender de que maneira ocorre a efetiva integração entre definição gramatical e uso linguístico.
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ID:
140519
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gonalves2013revistaa