Este trabalho teve como objetivo avaliar o estresse e a qualidade da carcaça e da carne de frangos abatidos pelo método “Halal”. Foram avaliadas 120 carcaças, 60 frangos abatidos pelo método tradicional e 60 frangos abatidos pelo método “Halal”, com peso médio de 3,8 kg de peso vivo e idade de 49 dias. No momento da sangria foi coletado sangue para análise dos níveis de creatina fosfoquinase, lactato e hemograma. Após o abate foi verificado nas carcaças a presença de hematomas, contusões, hemorragias musculares e fraturas. No músculo peitoral (Pectoralis major) foi mensurado o pH inicial e final, a cor (CIELAB), a perda de água por gotejamento (PAG) e por pressão (PAP) e a maciez (Força de cisalhamento – FC). Os níveis de lactato foram mais elevados e de monócitos mais baixos nos frangos abatidos pelo método “Halal”, indicando maior nível de estresse, embora a porcentagem de hematócrito tenha sido maior para o abate tradicional. Animais abatidos pelo método “Halal” apresentaram lesões de maior tamanho nas asas e carnes com menores valores de pH inicial e final, maior luminosidade (L*) e maior índice de vermelho (a*). Foi observado maior frequência de carcaças PSE (cor pálida, textura mole, exsudativa) nos animais abatidos pelo método “Halal”. Conclui-se que o método de abate Halal para frangos, aumenta o estresse assim como o tamanho das lesões das carcaças e maior frequência de carcaças PSE, diminuindo a qualidade da carne de frango.