digestibilidade intestinal verdadeira da proteína de alimentos para ruminantes true small intestinal protein digestibility of ruminant feeds

digestibilidade intestinal verdadeira da proteína de alimentos para ruminantes true small intestinal protein digestibility of ruminant feeds

;Antonio Ferriani Branco;Sabrina Marcantonio Coneglian;Fábio José Maia;Kátia Cylene Guimarães
european journal of lipid science and technology 2006 Vol. 35 pp. 1788-1795
174
branco2006revistadigestibilidade

Abstract

A digestibilidade intestinal verdadeira de diferentes classes de alimentos usados em dietas para ruminantes foi avaliada por meio das técnicas in situ e in vitro. Foram utilizados dois bovinos machos castrados (450 kg PV) com cânulas implantadas no rúmen para incubação in situ de concentrados protéicos de origens animal e vegetal e energéticos, resíduos da agroindústria e alimentos volumosos. Avaliou-se a digestibilidade intestinal verdadeira dos alimentos submetidos à digestão apenas com pepsina ou com pepsina + pancreatina, precedida ou não da incubação ruminal. A incubação ruminal diminuiu a digestibilidade intestinal verdadeira da proteína de 24 dos 30 alimentos testados, com exceção da farinha de penas, da aveia preta, do grão de milho triturado a 2,5 mm e dos fenos de aveia e tifton, para os quais ocorreu aumento, e do farelo de girassol, para o qual não houve efeito da incubação ruminal. A digestibilidade intestinal da proteína não-degradada no rúmen (PNDR), na maioria dos alimentos utilizados em dietas para ruminantes, é menor que a da proteína original do alimento. Entre os alimentos avaliados, 29 apresentaram maior digestibilidade intestinal verdadeira quando incubados com pepsina + pancreatina, evidenciando a importância da etapa de digestão abomasal sobre as proteínas dos alimentos (com exceção à aveia preta). A digestibilidade intestinal dos alimentos é variável e, portanto, deve ser considerada na formulação de dietas para atendimento das exigências de proteína metabolizável.
The true protein digestibility in the small intestine of different ruminant feeds were measured using in situ and in vitro techniques. Two steers with average body weight of 450 kg and fitted with ruminal cannulas were used for in situ incubation of different feeds. The following feedstuffs were evaluated: animal and vegetable protein concentrate, energy concentrate, fiber by-products, and forage. Protein truly digested in the small intestine was estimated by pepsin or pepsin/pancreatin incubation with or without previous ruminal incubation. Out of 30 evaluated feeds, ruminal incubation decreased the true protein digestibility in the small intestine of 24 feeds, increased that of feather meal, black oat, 2.5-mm particle size corn grain, and oat and Tifton hays and had no effect on sunflower meal. These results showed that the small intestinal digestibility of rumen-undegradable protein from most analyzed feeds was lower than that of the original feed protein. With the exception of black oat, all remaining feeds (29) had greater true small intestinal protein digestibility after incubation with pepsin plus pancreatin showing the contribution of abomasal digestion on feed protein. Because true small intestinal protein digestibility differed among feeds, is important to take it into account on diet formulation in order to accurately determine the requirements of metabolizable protein of ruminants.

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