Abstract
A imobilização de enzimas na construção de biossensores torna-se atraente pela capacidade enzimática de catalisar com grande eficiência, reações biológicas com alta sensibilidade e seletividade. A utilização de materiais nanoestruturados, tais como nanopartículas poliméricas, surge como alternativa para aumentar a eficiência da imobilização de enzimas. Dessa forma, surge o interesse na síntese de nanopartículas do mesocarpo do babaçu (Orbignya phalerata Mart), por se tratar de um biopolímero natural, atóxico, facilmente encontrado na região nordeste do País. Diante do relatado, o presente trabalho propõe um estudo prospectivo a respeito do desenvolvimento de um biossensor contendo a enzima polifenol oxidase como monocamada imobilizada, pela técnica de automontagem, sobre a superfície de nanoparticulas poliméricas geradas a partir do mesocarpo de babaçu para detecção de sulfitos em produtos alimentícios, visto que tais compostos são causadores de reações alérgicas em indivíduos que apresentam sensibilidade a este conservante. Para o mapeamento científico e tecnológico, foram realizadas buscas nas bases de periódicos Web of Science, Scopus e Scielo, e nos bancos de patentes INPI, Espacenet e USPTO, para todas patentes depositadas, e artigos publicados no período de 2005 a agosto 2016. A partir dos artigos e patentes analisados, constatou-se que os estudos relacionados ao mesocarpo de babaçu são escassos, sendo que o desenvolvimento de um biossensor para detecção de sulfito a base de nanopartículas poliméricas deste biopolímero como plataforma para a imobilização da enzima polifenol oxidase para pode ser bastante inovador, visto que não foram encontrados relatos na literatura com abordagem parecida.
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ID:
222146
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teixeira2018revistauso