Jorge de Sena foi, sobretudo, poeta, que, “nascido em Portugal, de pais portugueses,/e pai de brasileiros no Brasil [...]”, terá sido “[...] talvez norte-americano quando lá estiver”, testemunham versos seus. Este artigo pretende analisar o poema “Em Creta, com o Minotauro”, publicado em Peregrinatio ad loca infecta (1969). Para tanto, o artigo divide-se em três momentos distintos, mas conectados: apresentação breve da obra na qual o poema está inserido, a partir do aspecto que lhe dá coerência interna: o tópico do desterro e da peregrinação; análise do poema a partir do sintagma “dedo sujo” e a sua relação com a experiência de desterro; conclusão.