Objetivou-se determinar a composição centesimal e alguns parâmetros físico químicos no músculo Longissimus lumborum de 16 cordeiros Santa Inês, não castrados, alimentados com diferentes dietas contendo casca desidratada de maracujá, sendo os tratamentos T1: 100% capim elefante; T2: 90% capim elefante + 10% casca desidratada de maracujá; T3: 80% capim elefante + 20% casca desidratada de maracujá; T4: 70% capim elefante + 30% casca desidratada de maracujá com base na matéria natural do capim elefante. A inclusão de 30% de casca desidratada de maracujá na dieta de cordeiros Santa Inês tornou a carne com um vermelho menos intenso (a=7,40), mas com grau de tonalidade maior (h=59,75) em relação àquela com inclusão de 10%. A capacidade de retenção de água foi maior na carne de cordeiros alimentados com 30% de casca desidratada de maracujá, assim como a força de cisalhamento (0,50) e pH (6,40), porém são valores adequados para garantir a qualidade. Os teores de proteína, minerais e energia não se modificaram, mas também não apresentaram valores aquém do que é desejado pelas indústrias. Os teores de lipídios se apresentaram com maior quantidade na carne de cordeiros alimentados com 20 % de casca desidratada de maracujá. Recomenda-se a inclusão de 30% de casca desidratada de maracujá na silagem de cordeiros Santa Inês em crescimento, pois melhora os parâmetros de qualidade e nutricionais da carne.